A construção de Data Centers corporativos exige um nível de planejamento e precisão muito superior ao de obras convencionais.
Nesse tipo de empreendimento, nada é insignificante. Tudo exige técnica e expertise.
Um piso, por exemplo, não é só um piso. Lajes precisam de reforço. As paredes devem cortar fogo. E, em alguns projetos, toda a infraestrutura precisa ser estanque. Ou seja, hermeticamente vedada contra poeira, fumaça e outros agentes agressivos a ambientes de missão crítica.
Diferentemente de uma obra comum, a construção de Data Centers envolve a integração de diversos sistemas complexos, como infraestrutura elétrica redundante, climatização de precisão, cabeamento estruturado, detecção e combate a incêndios e sistemas de monitoramento ambiental.
Por isso, a construção de Data Centers corporativos é um processo bastante complexo, que demanda tempo e capacitação profissional. Afinal, deslizes em ambientes tão críticos podem significar atrasos e retrabalhos com perda de tempo e dinheiro.
Como evitá-los?
Para isso, é muito importante que você conheça o processo de construção de Data Centers a fundo. E a primeira coisa que as corporações devem saber é que ela exige o planejamento de uma sequência de etapas que precisam ser cumpridas detalhadamente até que os equipamentos possam ser energizados e comecem a operar.
No vídeo a seguir, mostramos quais são essas etapas. Clique e veja como a construção acontece na prática!
Ótimo. Você viu no vídeo como são organizadas as etapas da construção de um Data Center construído em Curitiba em 2020 para a Companhia de Saneamento do Paraná, a Sanepar.
Agora, vamos ajudar você a se aprofundar um pouco mais nos cuidados essenciais que devem ser tomados em cada fase da obra. São 11 passos para que a construção do seu Data Center seja um sucesso, com tranquilidade e segurança do começo ao fim.
Você saberá:
- quais são as principais etapas da construção de Data Centers
- quais sistemas precisam ser integrados em um projeto de missão crítica
- quais cuidados técnicos garantem segurança e alta disponibilidade
- quanto tempo pode levar a implantação de um Data Center corporativo
Confira e conte com a expertise da Zeittec para realizar seu projeto!
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Como funciona a construção de Data Centers corporativos: 11 etapas
De forma simplificada, a construção de um Data Center corporativo envolve cinco grandes fases:
- Projeto.
- Preparação da infraestrutura civil, para adequar o ambiente físico onde os equipamentos serão alocados.
- Implantação dos sistemas (ou subsistemas) do Data Center.
- Testes e comissionamento para comprovar que o Data Center opera de forma satisfatória.
- Moving dos ativos, ou seja, o transporte dos equipamentos de TI do antigo para o novo site.
Portanto, é necessária a integração de diversos sistemas de engenharia e uma sequência rigorosa de etapas de projeto, obra e validação da infraestrutura.
👉 Se sua empresa está avaliando implantar ou modernizar um Data Center, vale entender como funciona a construção em regime turn-key, do planejamento à entrega da infraestrutura pronta para operação.
Como DATA CENTERS TURNKEY são construídos, do planejamento à chave na mão!
A experiência de quem executa a obra é essencial em cada um desses passos. A Zeittec, por exemplo, tem mais de 25 anos projetado e construindo os mais diversos tipos de Data Centers em todo o Brasil.
Nesse período, já implantou de grandes a minidatacenters, salas seguras certificadas, salas-cofre, Data Centers de alvenaria tradicional ou com infraestrutura modular.
E depois de executar tantas obras de alta segurança para grandes empresas, como Electrolux, Celesc, IBGE, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Grupo Águia Branca e muitas outras, reuniu a experiência prática que você precisa conhecer sobre esse tema.
É por isso que podemos explicar, com segurança, o que você precisa considerar, em cada uma das 11 etapas, para que a construção do seu Data Center corporativo seja bem-sucedida. Vamos a elas!
① Uma boa construção de Data Center parte de um excelente projeto!
“Um bom projeto de Data Center é um somatório de boas etapas” – afirma o engenheiro Fabrício Costa, diretor técnico da Zeittec.
Para ele, na construção de um Data Center, “a dependência de uma ação com relação a outra é muito grande”.
Exemplificando: “Se fazemos uma parte civil malfeita, vamos ter dor de cabeça na montagem das paredes do Data Center. Se fazemos um contrapiso irregular, teremos problemas na montagem do piso elevado”.
Portanto, é preciso ter uma preocupação sistêmica com todos os elementos envolvidos na construção do Data Center.
E, é claro, isso significa que uma implantação de Data Center bem-sucedida começa com um projeto de Data Center de alta qualidade, elaborado por um time multifocal de engenheiros, arquitetos e profissionais de TI especializados na construção de Data Centers.
Como é elaborado o projeto de um Data Center?
São feitas diversas reuniões com o cliente para definir todo o conceito que vai ser empregado: para que finalidades o Data Center será utilizado, quais usuários serão atendidos, qual será o nível de segurança necessário, as redundâncias que o site terá.
“Depois, entramos na fase de pré-projeto, onde fazemos todo o estudo de viabilidade do local do cliente, seja um terreno ou prédio, para definir qual é o melhor local para a construção do Data Center.”
A escolha do local para a construção do Data Center é tão importante que fizemos um post só sobre isso!
Como ESCOLHER O LOCAL para a construção do meu Data Center?
Local definido, a próxima etapa é dimensionar o Data Center planejando o layout, o tamanho de cada setor e a quantidade de racks. E isso tudo é representado em um anteprojeto com animações em 3D.
“Só depois que o anteprojeto é aprovado pelo cliente nós iniciamos, de fato, a elaboração do projeto executivo com todas as plantas de arquitetura, de demolições, pranchas de elétrica, climatização e todos os subsistemas do Data Center. E é com esse projeto que partimos para a construção do Data Center” – complementa Fabrício Costa.
② Obras civis: o marco zero da construção de Data Centers
A obra de construção de um Data Center corporativo começa com a preparação da infraestrutura arquitetônica, ou seja, do espaço que vai abrigar os equipamentos vitais.
Esse ponto é extremamente importante. E exige uma análise profunda para avaliar quais intervenções precisarão ser realizadas na edificação antes do recebimento dos equipamentos pesados e sensíveis.
Às vezes, o local que irá abrigar o Data Center precisa ser construída do zero. Porém, o mais comum é que a implantação ocorra em uma edificação já existente. Mas será preciso adequá-la. Aqui entram os mais diversos tipos de reformas civis, como:
- demolições de contrapiso
- demolição e construção de paredes
- forro
- nivelamento de contrapiso
- e até reforços de laje, especialmente em prédios. Isso é necessário porque Data Centers costumam possuir equipamentos muito pesados.
Escavações e preparação externa
Muitas vezes, é necessário fazer escavações na edificação, seja ela térrea ou um edifício comercial. Isso para realizar a interligação de energia e fibra ótica do Data Center, possibilitando sua conexão aos serviços de luz e internet. Bem como aos setores da empresa onde o Data Center será instalado.
“Em alguns casos, fazemos também a remoção de dutos de sistemas de incêndio, luminárias, quer dizer, nós preparamos o ambiente, deixamos o ambiente totalmente limpo para então começar a construção do Data Center” – explica Claudenir Oliveira, diretor comercial da Zeittec.
Equipes multidisciplinares
Em um grande Data Center, são tantas tarefas a executar que vários times trabalham ao mesmo tempo em operações distintas.
Por exemplo, no Data Center da Sanepar, que você acabou de ver no vídeo, a Zeittec organizou várias equipes multidisciplinares.
Enquanto algumas cuidavam das escavações e da construção de uma laje projetada para receber equipamentos pesados do lado de fora, outras trabalhavam nas adequações arquitetônicas do lado de dentro.
E uma das primeiras tarefas executadas no ambiente interno é a preparação do contrapiso.
Contrapiso
Já dissemos que, na construção de um Data Center, nada é insignificante. O contrapiso, por exemplo, precisa ser muito bem-feito e nivelado.
Do contrário, a “casca” do Data Center pode simplesmente “não fechar”. É o que explica o engenheiro Fabrício Costa.
“O projeto da Sanepar era de Sala Segura. E nesse tipo de Data Center, as paredes são modulares, feitas com placas confeccionadas em fábrica. Se o piso tiver algum desnível, na hora de montar as paredes, quando você chegar na última placa vai ter um certo grau de inclinação. E o teto da sala não vai fechar.”
É por isso que o contrapiso precisa ser muito liso e nivelado.
Paredes
Depois da preparação inicial do ambiente e do piso, as paredes devem ser construídas para separar as áreas internas do Data Center.
As paredes, aliás, podem ser de alvenaria, concreto ou, como vimos no caso da Sanepar, painéis modulares com certificação contrafogo.
Mas, em todos os casos, devem ser capazes de resistir a impactos físicos e desastres naturais, além de contar com proteção antichamas. Depois que as paredes são preparadas é feita a instalação de forro, normalmente rebaixado, e da porta antichamas. E, por fim, o piso elevado.
Piso elevado (piso técnico)
O piso elevado sempre foi um elemento arquitetônico importante na construção de Data Centers. Ele é instalado com placas removíveis, criando um espaço técnico abaixo delas onde cabos, tubulações e outros sistemas podem ser organizados e acessados com facilidade.
Esse piso técnico permite que as manutenções do Data Center sejam executadas com mais praticidade ao longo da vida útil da instalação.
Um cuidado necessário é que as placas do piso elevado precisam ser muito bem instaladas e niveladas, já que racks de servidores e outros equipamentos do Data Center podem ser posicionados sobre elas.
Nos projetos mais recentes de Data Centers, especialmente de grandes infraestruturas hyperscale, porém, essa solução nem sempre é adotada. Com o aumento da densidade computacional, novas estratégias de resfriamento e a distribuição de infraestrutura por caminhos aéreos, muitos projetos passaram a utilizar piso estrutural (slab), sem elevação.
Mesmo assim, em Data Centers corporativos e instalações de médio porte, o piso elevado continua sendo uma solução bastante utilizada, especialmente por facilitar a organização da infraestrutura e a realização de manutenções futuras.
Evitando atrasos na construção do Data Center
Quando o projeto prevê piso elevado, ele se torna um item crítico em relação ao cronograma da obra. Se ele atrasa, toda a construção do Data Center pode ser impactada.
“Eu não consigo, por exemplo, entrar com o sistema de climatização se eu não tiver o piso elevado montado. Porque as máquinas de ar-condicionado vão sobre o piso elevado. E toda a tubulação do ar-condicionado vai embaixo desse piso elevado” – explica Costa.
O especialista salienta ainda que o piso elevado precisa estar pronto para que as eletrocalhas e a infraestrutura elétrica sejam instaladas abaixo dele. Da mesma forma, outros sistemas do Data Center dependem do piso elevado.
“Se eu pensar no sistema de combate a incêndio, ele também fica travado com relação ao piso elevado. Porque eu preciso colocar o piso elevado para então instalar o cilindro de gás sobre ele. Eu também tenho toda a rede de detectores que vai por baixo do piso elevado, e preciso ter esse piso montado para encaixar a tubulação. Por isso, se o piso atrasa, a gente sabe que a obra como um todo vai ter atraso.” Clique no link para saber mais.
Você sabe qual é a importância do piso técnico no Data Center da sua empresa?
Concluída a parte de obras civis, começa outro passo importante da construção de Data Centers: a instalação da infraestrutura elétrica e de comunicação.
③ Infraestrutura elétrica e de comunicação: suporte aos sistemas que virão a seguir
Na terceira etapa da construção de um Data Center, preparamos a “infraestrutura seca” que dará suporte à alimentação elétrica e de comunicação do Data Center.
São implantadas, nesse momento, as eletrocalhas aramadas abaixo do piso elevado e também acima do forro rebaixado, além dos eletrodutos e perfilados para o sistema de iluminação e fibra ótica.
É fundamental preparar essa infraestrutura para que não haja a necessidade de novas obras no espaço, exigindo mais tempo e mais dinheiro, além do que estava planejado. Uma infraestrutura seca bem executada é garantia de cumprimento de prazos.
Continuidade e aterramento
Uma grande preocupação quando instalamos a infraestrutura seca do Data Center é se todas as eletrocalhas estão bem unidas. Também se há continuidade entre todos os trechos.
“Isso ocorre porque, como as eletrocalhas e eletrodutos são estruturas metálicas, precisam ser aterradas. O aterramento tem que ser uma malha inteira para poder cumprir a função dele. Então, toda essa eletrocalha tem que ter o que a gente chama de ‘continuidade’” – explica o engenheiro Fabrício Costa.
A infraestrutura de calhas, perfilados e aramados dá suporte à implantação de todos os subsistemas do Data Center, que serão as próximas etapas da construção.
④ Implantação do sistema de detecção e combate a incêndios
Na construção de um Data Center, um aspecto primordial é o cuidado com o sistema de detecção e combate a incêndios. É ele que vai garantir que não haja prejuízos em dados e equipamentos na eventualidade de fogo.
Nessa etapa, são instalados os sensores para detecção de fumaça, de preferência a laser, que é o mais moderno e o mais preciso para detectar qualquer indício de combustão. Além disso, são ligadas as tubulações do sistema de supressão de fogo, que vai entrar em ação caso haja a detecção de início de chama.
Para entender melhor, veja com detalhes como funcionam os modernos sistemas de detecção e combate a incêndios para Data Centers.
SISTEMAS DE COMBATE A INCÊNDIO PARA DATA CENTERS: quais são os melhores para proteger equipamentos, informações e o seu investimento?
Cuidado especial nesta etapa da construção de Data Centers
Um detalhe crucial na instalação desse sistema é o cuidado com a sujeira, pois é necessário evitar que poeira, detrito de obra, tinta, vapor, qualquer coisa entre nos detectores, podendo prejudicar a atuação deles.
“Uma outra preocupação que nós temos é com a integridade das tubulações do sistema de detecção e combate a incêndio. A gente tem que pensar que o fio que está do eletroduto não pode pegar fogo de jeito nenhum. Do contrário, ele acaba não exercendo a função primordial de combate a incêndio”.
Por isso todas as tubulações precisam ser bem vedadas. Não podem ter nenhuma fresta ou aresta que permita a penetração de fumaça ou do próprio foco de incêndio.
Atenta a todos esses detalhes, a Zeittec costuma escalar uma equipe que trabalha na instalação do sistema contra incêndios enquanto outra prepara o sistema de climatização do Data Center.
⑤ Climatização de precisão: passo crucial da construção de Data Centers
Durante a construção do Data Center, a equipe que se ocupa da instalação do sistema de climatização começa pela tubulação do ar-condicionado.
A tubulação é posicionada sob o piso elevado. Enquanto isso, as unidades de refrigeração (CRACs – aparelhos de ar condicionado de alta precisão) são dispostas em uma sala separada.
A tubulação abastece a climatização do ambiente e liga os CRACs aos condensadores que ficam do lado de fora do Data Center.
E agora entra um passo extremamente sensível, no qual é proibido qualquer tipo de sujeira ou umidade. Se algo entrar na tubulação nesse momento, pode ser prejudicial para o sistema de refrigeração como um todo.
Por isso, é necessário que todas as equipes parem trabalhos que possam gerar impurezas na hora de fazer as soldas das tubulações.
“Deve ser mantida a integridade das tubulações dessas infraestruturas: tanto no sistema de incêndio quanto na climatização, elas têm que ser bem vedadas, não podem ter nenhuma fresta que permita a penetração de fumaça ou vazamentos de qualquer espécie”, explica o engenheiro Fabrício Costa.
Depois de prontas as tubulações, elas são submetidas a um teste de pressurização com nitrogênio por até 48 horas. O teste serve para avaliar se as soldas estão em perfeito estado e se estão resistindo à pressão. Além disso, é possível verificar se há vazamentos.
“Com isso eu consigo garantir que as soldas estão bem-feitas e que eu tenho a mesma pressão da ponta da evaporadora ao final do condensador”, reforça Costa.
→ Aproveite para saber como funciona o sistema de climatização de precisão em um Data Center.
CLIMATIZAÇÃO PARA DATA CENTER com alta precisão, menos consumo e mais segurança?
⑥ Sistema elétrico: energizando a construção do Data Center
Climatização implantada, é hora de finalizar o sistema elétrico. Nesse passo da construção do Data Center são instalados os quadros de distribuição de energia.
Também é feita a passagem de cabos e a conexão com disjuntores e ramais de distribuição.
A experiência dos profissionais é fundamental nesse ponto. Isso porque a operação é extremamente cuidadosa, pois os cabos não podem ser danificados, dobrados ou amontoados.
Eles devem ser posicionados um ao lado do outro para evitar interferências, curtos-circuitos ou pontos de aquecimento.
E pode parecer até algo sem importância, mas é crucial a identificação clara e organizada desses cabos, para que as manutenções futuras sejam realizadas sem percalços.
Além da conexão à rede elétrica e, muitas vezes, da instalação de subestação de energia para abastecer toda a operação, o sistema elétrico do Data Center também precisa ser conectado aos no-breaks instalados na sala elétrica e aos geradores. Esses equipamentos de backup – as redundâncias elétricas – vão garantir o suprimento de energia ao Data Center em caso de queda no fornecimento por parte da concessionária.
→ Você já sabe quais são os melhores tipos de no-breaks e geradores para o seu Data Center?
NOBREAKS E GERADORES PARA DATA CENTER: quais os tipos, as vantagens e as desvantagens de cada um?
⑦ Sistemas de comunicação e cabeamento estruturado
No sétimo passo da construção do Data Center, os cabos metálicos de internet e fibras óticas usados na comunicação de dados são lançados e conectados.
Em uma das pontas, são ligados aos servidores, e na outra, se conectam aos patch panels, que distribuem os grupos de cabos lógicos.
É preciso novamente tomar cuidado nessa etapa, porque os cabos são finos e frágeis. Qualquer dano nesse momento pode reduzir a qualidade e a velocidade de comunicação no Data Center.
“A fibra ótica é um filete de vidro mais fino que um fio de cabelo. Por isso, pode se romper facilmente, e se houver uma sujeirinha nesse cabo, a comunicação de dados, que é feita pela passagem de luz nesse vidro, pode ser bloqueada. Além disso, qualquer curvinha fora do padrão que você faça no lançamento pode amassar ou romper os condutores”, alerta o analista de sistemas e diretor comercial da Zeittec, Claudenir de Oliveira.
Importância da verificação de cabos
Para verificar se os cabos estão instalados corretamente e sem nenhum defeito, é feita a certificação com um scanner.
Esse equipamento analisa se o cabo está de acordo com as normas. Caso haja algum problema, a instalação é reprovada e isso pode atrasar a entrega do Data Center.
“Esses testes têm que ser rigorosos porque raios de curvatura, uma curva muito abrupta, uma subida num rack muito abrupta, um cabinho que ficou amassado, que ficou torcido têm um impacto tremendo na velocidade de transmissão do Data Center”, complementa Oliveira.
→ Como você sabe, nosso blog tem tudo sobre Data Centers! Neste post aqui você conhece os tipos de cabeamento estruturado para a rede de dados do seu Data Center.
→ E clicando aqui você conhece as topologias de alta velocidade na comunicação de dados. Aliás, o destaque deste post é justamente a velocidade de conexão do Data Center da Sanepar, nosso exemplo do vídeo sobre os passos da construção. Vamos à próxima etapa.
⑧ Instalação dos sistemas de monitoramento: integrando a construção de Data Centers
O último sistema a ser implantado na construção de um Data Center é o de monitoramento e gestão.
Isso porque um sistema de gestão moderno e completo, como o DCIM (que você pode conhecer neste post aqui), é composto de hardwares e softwares que são interligados a todos os demais subsistemas do Data Center.
Ou seja, painéis elétricos, geradores, nobreaks, climatização e detecção de incêndio precisam estar prontos no momento de interligar tudo ao software de gestão.
“O sistema de monitoramento consolida as informações de todos os subsistemas do Data Center em uma tela única. E para isso é necessário que todos os equipamentos já estejam funcionais e comecem a mandar os logs para que o software do DCIM faça essa gestão” – conta Fabrício Costa.
É nessa fase final da construção que são instaladas as ferramentas de controle de acesso a portas, sensores e câmeras de vigilância que completam a gestão ambiental do Data Center. Clique na imagem para conhecer diferentes plataformas de monitoramento e gestão que podem ser integrados à construção do Data Center na sua empresa.
Conheça as plataformas que podem ajudar sua equipe a gerir o Data Center em sua corporação
Agora sim, tudo está pronto para o penúltimo passo da construção do Data Center…
⑨ Validação da infraestrutura e comissionamento: o teste final da construção de Data Centers
Após feita a instalação de todos os sistemas do Data Center, é imprescindível a realização de testes de validação da infraestrutura e comissionamento.
“Nós temos todo um roteiro de validação com testes que vão desde a limpeza da sala, nivelamento de portas e identificação dos condutores ao comissionamento da rede elétrica” – explica Costa.
Todos os sistemas são avaliados: geradores e UPS, parte elétrica e de comunicação, climatização, controle de incêndio etc. E essas estruturas devem apontar tanto o funcionamento local quanto global do Data Center.
Por exemplo, o sistema de monitoramento do Data Center é avaliado em conjunto com os demais setores. Isso porque portas abertas e alterações funcionais – como a elevação de temperaturas acima do ideal ou falta de energia nos geradores – precisam ser sinalizados pelo software de gestão na tela do DCIM.
Se o sistema de gestão não fizer alertas durante os testes, significa que algo está errado.
E como é feita a validação da infraestrutura na construção de um Data Center?
- Carga máxima: Primeiro os sistemas principais, como climatização e geração de energia, são expostos a altas cargas de atividades. Em outras palavras, são estressados ao seu limite durante várias horas. Nesse período, devem operar com, no mínimo, 80% de sua capacidade máxima.
“Nós fazemos esses testes casados. Por exemplo, as cargas que colocamos sobre os geradores geram bastante calor. E o DCIM acaba sendo avaliado ao mesmo tempo, porque ele tem que avisar se essa temperatura chegou próximo do limite pré-estabelecido” – diz o engenheiro.
- Monitoramento: Todos os equipamentos são monitorados durante o período de teste. Fabrício Costa explica que “em um gerador de energia, por exemplo, a gente vai monitorando as correntes para ver se o equipamento ficou estável, se não houve oscilação nas frequências, se ele está bem balanceado, se os condutores apresentaram superaquecimento, se é necessário fazer algum reaperto nos barramentos e painéis.”
- Análise: Em seguida os equipamentos em teste são desligados e analisados. “No caso do gerador, por exemplo: nós abrimos toda a carenagem, verificamos se esse equipamento apresentou vazamento de óleo, de água, se baixou o nível de óleo e de água, qual foi a temperatura máxima em que o gerador trabalhou nesse período, se ele superaqueceu.”
- Comissionamento: Caso os equipamentos passem no teste, ainda há a etapa do comissionamento, na qual os sistemas funcionam com carga normal por vários dias. Após esse período, são submetidos a avaliações mais específicas. Uma delas é o teste de estanqueidade.
Como é feito o teste de estanqueidade de um Data Center?
De modo resumido, o teste de estanqueidade é realizado em ambientes que necessitam de alta segurança contra incêndios, fumaça, fogo e poeira, como salas seguras e salas-cofre.
Durante o teste, a sala pronta é totalmente vedada e pressurizada. Em seguida, é despressurizada, devendo manter as condições iniciais para comprovar o isolamento ou “estanqueidade”.
“Qual é a vantagem de fazer esses testes totalmente rigorosos? A vantagem é que eu consigo corrigir qualquer rumo enquanto o Data Center ainda está fora de operação” – explica Fabrício Costa.
De acordo com o engenheiro, os testes de validação e comissionamento da infraestrutura expõem fragilidades que, de outra forma, só seriam descobertas mais tarde. E nesse caso, demandariam manutenções ou até a paralisação do Data Center!
“Com esses testes eu descubro se um equipamento veio com defeito de fábrica. Ou você coloca uma carga extremamente elevada e vê que um terminal, um raio de curvatura dentro de um painel elétrico não ficou legal. Faz um teste de termografia e vê que está superaquecendo um conector. É muito mais fácil eu trocar essas peças quando o Data Center não está em operação do que descobrir que isso causou um problema lá na frente”, esclarece.
⑩ Treinamento de equipes: integrando a construção com a operação do seu Data Center
Chegou a hora de realizar o treinamento operacional, ou seja: apresentar a nova infraestrutura à equipe de profissionais que fará a operação do Data Center.
“A equipe do cliente precisa estar muito bem treinada para entender como funcionam os principais parâmetros do Data Center. Identificar os equipamentos, cabos e racks principais. Também saber navegar em telas, logs, alarmes e reconhecer as falhas. Assim os gestores saberão munir os técnicos em casos de operações especiais ou manutenções”.
Na Zeittec, por exemplo, esse treinamento é realizado com o cliente por meio de oficinas teóricas e práticas realizadas in loco. E elas devem ocorrer antes que o Data Center entre em funcionamento.
“Nesse treinamento, costumamos realizar uma série de simulações, o que não seria viável com o Data Center em operação. A gente simula, por exemplo, uma falha na concessionária de energia, no nobreak ou gerador. Tudo para mostrar à equipe do cliente como é o comportamento dos equipamentos dentro do site”.
O treinamento é vital mesmo quando uma empresa especializada, como a Zeittec, é contratada para realizar as manutenções do Data Center. Isso porque a maior parte das falhas em ambientes críticos de TI ocorrem por erros humanos. Saiba mais no link abaixo.
TREINAMENTO OPERACIONAL PARA DATA CENTER: aposte nele para elevar a eficiência e evitar falhas!
11. Moving de ativos: o ponto final da construção de Data Centers
Após os testes finais e ajustes – se necessários –, o novo Data Center está pronto para ser conectado à rede elétrica e iniciar o funcionamento.
Mas há muitos casos de reforma de Data Center ou transferência para um novo local. Nesses casos, a construção do Data Center só termina após a realização do moving de ativos.
O moving de ativos é o transporte dos servidores, HDs e outros equipamentos da antiga para a nova infraestrutura do Data Center. E essa é uma operação muito delicada!
Ela exige até mesmo um plano específico, que prevê todas as etapas desse transporte, desde o trajeto e a previsão do tempo até o que fazer no caso de algum funcionário ficar doente.
O plano de moving deve responder perguntas como: se estiver chovendo, o que eu vou fazer? Que tipo de embalagem eu tenho que colocar nesses equipamentos? Preciso ter uma tenda, uma lona, algo mais específico? Por onde esse equipamento vai passar? As portas têm largura suficiente? Entre muitas outras.
Veja neste vídeo o passo a passo do moving e o que precisa ser considerado na migração de um Data Center:
Além de um plano A, B e, se possível, C, o moving precisa contar com o transporte cuidadoso de equipamentos delicados.
“Em muitos Data Centers, há equipamentos específicos e extremamente sensíveis. Por exemplo, na Sanepar, toda a operação da Companhia de Saneamento do Paraná dependia de um mainframe Z13, que custa milhões de reais e faz todo o processamento de contas de água da empresa. Então, é preciso prever o transporte seguro de equipamentos de alto nível, sensíveis e de valores elevados.”
Janela de moving
Outro cuidado essencial que precisa ser tomado na construção de um Data Center é o tempo de execução do moving de ativos.
Toda a operação precisa ser realizada em períodos específicos em que o Data Center antigo possa ser desligado, paralisando atividades. Por isso, normalmente precisa ser feito em períodos curtos fora do horário de expediente. E isso exige muito planejamento!
“Eu costumo dizer que você gasta muito, mas muito tempo mesmo fazendo o planejamento para só chegar no dia do moving e, basicamente, não precisar pensar” – salienta Costa.
Na construção do Data Center da Sanepar, todo o planejamento e execução do moving, que eram previstos para três meses, ocorreram em 30 dias.
Para Priscila Marchini Brunetta, diretora administrativa da Sanepar, “o moving é um momento delicado para a companhia, porque o sistema não pode ter paradas, não pode ter falhas. E ele transcorreu na mais perfeita ordem”.
Realizado o moving dos ativos e feitas todas as conexões dos equipamentos no novo local, a construção do Data Center está concluída. Basta agora energizar a sala e o Data Center está em pleno funcionamento.
Por que seguir essas etapas evita erros na construção de Data Centers
Como vimos ao longo deste guia, a construção de Data Centers corporativos envolve uma sequência rigorosa de etapas técnicas que precisam ser executadas com precisão.
Cada uma delas – do projeto ao moving de ativos – existe justamente para evitar problemas que poderiam comprometer a operação futura do ambiente de missão crítica.
Entre os problemas mais comuns na implantação de Data Centers estão:
- subdimensionamento da infraestrutura elétrica
- falhas na integração entre sistemas de climatização e energia
- atrasos na obra civil que comprometem a implantação dos subsistemas
- ausência de testes de validação e comissionamento adequados
- falta de planejamento para expansão futura da infraestrutura
Quando todas as etapas são executadas corretamente, esses riscos são identificados e corrigidos ainda durante a implantação – antes que o Data Center entre em operação.
Normas e boas práticas utilizadas na construção de Data Centers
Projetos de Data Centers corporativos geralmente seguem recomendações técnicas de organismos nacionais e internacionais, como TIA-942, ASHRAE, normas ABNT e padrões de redundância do Instituto Uptime. As principais são:
| Norma / padrão | O que regula | Aplicação na construção de Data Centers |
| TIA-942 | Infraestrutura de telecomunicações para Data Centers | Define arquitetura de rede, cabeamento estruturado, layout de racks e requisitos de redundância |
| Uptime Institute (Classificação Tier) | Padrões de redundância e disponibilidade | Classifica Data Centers em níveis Tier I a Tier IV, indicando o grau de tolerância a falhas e continuidade operacional |
| ASHRAE | Parâmetros térmicos e ambientais | Estabelece recomendações para temperatura, umidade e eficiência energética na climatização de Data Centers |
| ABNT NBR 5410 | Instalações elétricas de baixa tensão | Define requisitos de segurança e dimensionamento para sistemas elétricos |
| ABNT NBR 14565 | Cabeamento estruturado | Regula a instalação e organização das redes físicas de comunicação de dados |
| ABNT NBR 15247 | Salas-cofre para proteção de dados | Estabelece requisitos de resistência a fogo, impactos e acesso não autorizado em ambientes de alta segurança |
| ABNT NBR 10636 | Salas seguras para equipamentos de TI | Define critérios de estabilidade estrutural, estanqueidade e isolamento para ambientes críticos |
A aplicação dessas normas e padrões garante que a construção de Data Centers corporativos atenda requisitos rigorosos de segurança, disponibilidade e confiabilidade, fundamentais para ambientes de missão crítica.
Quanto tempo leva para construir um Data Center corporativo?
É claro que o tempo de duração da construção de um Data Center varia com o projeto, tamanho e complexidade da obra.
No caso de Data Centers modulares a construção é mais rápida, podendo ser feita em até três meses. E chega a ser 30% mais econômica!
Se o Data Center for de alvenaria convencional, quanto mais reformas civis forem necessárias, mais tempo levará para concluir a implantação.
Na Sanepar, o tempo total de montagem da infraestrutura, em sistema de sala segura modular, foi de 10 meses.
E após a obra, a Companhia de Saneamento do Paraná passou a contar com um Data Center padrão Tier 3 em elétrica, com total segurança para atender mais de 10 milhões de paranaenses em 346 municípios.
“A Sanepar precisa de um Data Center seguro, robusto e contundente como tem hoje” – afirma a diretora administrativa da empresa.
| Sistema construtivo | Características | Tempo médio de implantação | Nível de complexidade |
| Smart racks / micro data centers | Infraestrutura compacta integrada em racks inteligentes, com energia e climatização embarcadas | semanas a poucos meses | baixo |
| Data Center em container | Infraestrutura montada em contêiner industrial, pronta para transporte e instalação | 1 a 3 meses | médio |
| Data Center modular | Estrutura pré-fabricada composta por módulos escaláveis que podem ser ampliados conforme a demanda | 3 a 6 meses | médio |
| Sala segura modular | Ambiente protegido e certificado para equipamentos de TI, com controle de estanqueidade e segurança física | 6 a 10 meses | médio a alto |
| Sala-cofre | Infraestrutura altamente protegida contra fogo, impactos e acesso não autorizado | 8 a 12 meses | alto |
| Data Center tradicional em alvenaria | Construção completa com infraestrutura dedicada e alto grau de personalização | 8 a 18 meses (ou mais) | muito alto |
Como mostra a comparação acima, o tempo de implantação de um Data Center corporativo depende diretamente do sistema construtivo adotado e da complexidade da infraestrutura.
Soluções modulares ou baseadas em contêineres permitem implantações mais rápidas, enquanto projetos em alvenaria ou ambientes de alta segurança – como salas-cofre – exigem etapas adicionais de obra civil, validação e certificação.
FAQ - Perguntas frequentes sobre construção de Data Centers
1. A construção de Data Centers é diferente de uma obra comum?
Sim. A construção de Data Centers envolve exigências técnicas e de segurança muito superiores às de obras convencionais. O canteiro exige mão de obra multidisciplinar e especializada, e a qualidade da obra impacta diretamente na operação segura e contínua dos sistemas de TI. Por isso, é imprescindível que a obra seja conduzida por equipes multidisciplinares e com ampla experiência em Data Centers, garantindo que todos os subsistemas sejam integrados e funcionem perfeitamente desde o primeiro dia. Saiba as diferenças entre Data Centers e obras comuns aqui.
2. O que é considerado essencial na construção de um Data Center corporativo?
Infraestrutura elétrica redundante, climatização de precisão, sistemas de detecção e combate a incêndio, cabeamento estruturado, segurança física e monitoramento contínuo.
3. Quanto tempo leva para construir um Data Center?
Depende do porte e da complexidade. Projetos corporativos podem levar de alguns meses até mais de um ano. Soluções modulares e metodologias de obra acelerada reduzem significativamente esse prazo.
4. É possível construir um Data Center em curto prazo sem comprometer a qualidade?
Obras rápidas são possíveis com planejamento detalhado, cronogramas integrados e uso de sistemas construtivos modulares. Além disso, equipes multidisciplinares trabalhando em paralelo em diferentes etapas da obra e a implementação de processos padronizados permitem reduzir o tempo total sem abrir mão da segurança ou da qualidade. Saiba aqui como acelerar a construção sem abrir mão da qualidade!
5. Quais são os principais desafios na construção de Data Centers?
Garantir alta disponibilidade, eficiência energética, compatibilidade entre projetos complementares e cumprimento de normas técnicas e de segurança.
6. Quais normas técnicas devem ser seguidas?
As principais são a NBR 14565 (cabeamento estruturado), NBR 5410 (instalações elétricas), além das recomendações da ABNT, TIA/EIA TIA-942, recomendações da ASHRAE e critérios de classificação TIER do Uptime Institute.
7. Quais são os principais tipos de sistemas construtivos utilizados na construção de Data Centers?
Os Data Centers podem ser construídos com diferentes sistemas construtivos que oferecem vantagens específicas:
- Alvenaria tradicional: maior robustez e personalização, ideal para projetos complexos.
- Modular pré-fabricada: rapidez de implantação, custos reduzidos e flexibilidade de expansão futura.
- Sala-cofre: sistema altamente seguro e resistente a impactos físicos, incêndios e invasões. Indicada para armazenar dados sensíveis e ativos críticos de alto valor.
- Sala Segura: solução certificada para proteger informações e equipamentos contra incêndio, poeira e acesso não autorizado, geralmente usada por instituições financeiras e órgãos governamentais.
- Contêineres: Data Centers montados em contêineres oferecem mobilidade e implantação rápida, sendo ideais para locais remotos ou projetos temporários.
- Racks Inteligentes (Smart Racks /Smart Cabinets): permitem modularidade, controle de energia e climatização individualizada, otimizando espaço e desempenho de equipamentos em ambientes corporativos menores.
8. Qual é a importância de seguir todas as etapas da construção de um Data Center?
Cada etapa, desde o projeto até o moving de ativos, é essencial para garantir que todos os subsistemas funcionem de forma integrada e segura. Ignorar ou executar mal qualquer fase pode gerar atrasos, retrabalho e até falhas críticas na operação do Data Center, impactando diretamente os negócios.
9. Por que contratar uma empresa especializada para construir seu Data Center?
Uma empresa com experiência comprovada garante que todos os sistemas – civis, elétricos, de climatização, segurança e monitoramento – sejam projetados e implantados de forma integrada. Além disso, profissionais especializados sabem antecipar riscos, cumprir normas técnicas e garantir que o Data Center seja entregue pronto para operar com segurança e alta disponibilidade.
Como avaliar se sua empresa está pronta para construir um Data Center
Implantar um Data Center corporativo é uma decisão estratégica que envolve investimento, planejamento e integração entre diversas áreas da empresa.
Antes de iniciar um projeto desse tipo, alguns pontos precisam estar claros para os gestores responsáveis pela infraestrutura de TI e pela operação do negócio.
Confira algumas das principais questões que devem ser consideradas.
- Crescimento da demanda por processamento e armazenamento
Se a infraestrutura atual está próxima do limite de capacidade ou apresenta gargalos frequentes, pode ser o momento de planejar um novo Data Center. - Nível de disponibilidade exigido pelo negócio
Empresas que dependem fortemente de sistemas digitais precisam de ambientes com alta redundância elétrica, climatização confiável e infraestrutura preparada para evitar interrupções. - Segurança física e proteção de dados
Ambientes críticos exigem controle de acesso rigoroso, proteção contra incêndios, estanqueidade e conformidade com normas técnicas. - Possibilidade de expansão futura
Um bom projeto de Data Center deve prever crescimento da infraestrutura sem exigir grandes reformas estruturais. - Estratégia de infraestrutura da empresa
Algumas organizações optam por ampliar sua infraestrutura on-premises, enquanto outras adotam modelos híbridos com integração entre Data Centers corporativos e cloud.
Avaliar esses fatores ajuda a definir não apenas se um novo Data Center deve ser construído, mas também qual modelo de implantação é mais adequado para cada organização.
Quem vai construir o seu Data Center?
Agora você conhece os 11 passos da implantação e os cuidados essenciais na construção de um Data Center de alta qualidade. Ou seja, um Data Center com as redundâncias necessárias para a proteção contra paralisações, e com a segurança de uma infraestrutura física capaz de proteger dados e equipamentos.
Com tantas etapas, ficou nítido que a construção de Data Centers é uma operação extremamente complexa e que exige muito planejamento e experiência na execução de todas elas.
Por isso, é muito importante que o seu Data Center seja projetado e implantado por quem já tenha a expertise e a capacidade comprovada de fazê-lo.
É o caso da Zeittec, que há 25 anos instala e reforma Data Centers no Brasil, sempre com altíssima qualidade nos serviços prestados.
Veja alguns de nossos cases mais recentes:
- Data Center do Electrolux Group – PR
- Safe Room da Autoridade Portuária de Santos, em São Paulo.
- Data Center do IBGE, no Rio de Janeiro.
- Data Center da ABIN(Agência Brasileira de Inteligência) em Brasília, DF.
- Sala-Cofre do MP-MS, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul
- Data Center da Celesc em Florianópolis, Santa Catarina
- Retrofit no Data Center do Grupo Águia Branca no Espírito Santo
- Data Center da Sanepar em Curitiba, no Paraná.
- Retrofit no Data Center do TJ em Porto Velho, Rondônia.
Projetar e implantar um Data Center corporativo exige experiência em infraestrutura crítica, integração de sistemas e conhecimento das normas técnicas do setor.
👉 Se chegou a hora de construir o seu Data Center corporativo, entre em contato com os nossos profissionais. Eles estão prontos para ajudar.
Esperamos que este conteúdo tenha sido útil. Nos vemos quando o seu projeto começar!
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Equipe técnica da Zeittec – especialistas em projeto, implantação e manutenção de Data Centers corporativos.
Comercial e WhatsApp: (41) 99931-4484 – E-mail: contato@zeittec.com.br